Notas políticas
A força das mobilizações, até agora demonstrada, foi fruto direto das articulações entre os estudantes e servidores organizados! Não é à toa que a USP deseja controlar mais e mais os espaços estudantis, pois é neles que uma real reação pode ser alcançada.
Não precisamos de uma educação que adeque os estudantes ao sistema capitalista, mas sim engajada e comprometida com a sua derrubada!
Quando estudantes denunciam o assédio o Estado finge que não escuta, mas quando estudantes se mobilizam para enfrentar as violências, o Estado responde de forma ágil com agressões.
Se não lutarmos com firmeza contra os desvios reformistas e eleitoreiros da majoritária da UBES e a estrutura burocratizada na qual a entidade está afundada hoje, estaremos lutando apenas pelo controle dessa máquina burocrática montada pelos governistas.
Expressamos nosso total apoio aos estudantes da UFPR, que demonstraram coragem ao resistirem aos ataques da extrema-direita, ao mesmo tempo em que condenamos com veemência quaisquer tentativas de intimidação ou perseguição contra esses estudantes.
A expansão deve ocorrer com qualidade, garantindo e compreendendo que as estruturas já existentes da UFRGS precisam também ser refundadas, consolidadas e reconstruídas — a integração da UFRGS neste âmbito está muito aquém da que precisamos.
É inegável as consequências de se colocar um serviço público nas mãos de uma empresa cujo principal objetivo é o lucro, pouco se importando com a qualidade dos alimentos servidos e da saúde dos usuários do serviço.
A universidade precisa, sim, tomar partido. Ela deve conscientizar e mobilizar sua comunidade para resistir à precarização imposta. O enfrentamento contra o arcabouço fiscal e todas as medidas liberalizantes que sufocam a educação é indispensável.
O único caminho para a total emancipação da sociedade das amarras do capitalismo é o socialismo-comunismo. Por isso, a existência da UJC é essencial, para organizar a juventude brasileira nessa luta. Como diz o lema do nosso acampamento, "não existe futuro sem luta, não existe luta sem organização".
Neste período de tempo no qual a luta de classes e os conflitos imperialistas estão se agudizando, consideramos que nós, os comunistas, temos um trabalho indispensável, o fortalecimento do movimento revolucionário em nossos países e em todo o mundo.
A juventude do PCBR nunca fez concessões quanto à necessidade do socialismo — a única solução capaz de atender às necessidades do povo, pôr fim à guerra imperialista e barrar os cortes orçamentários.
Um novo mundo está à espera de ser construído. Será um mundo sem classes, sem exploração, sem guerras imperialistas. Esse mundo não cairá do céu; ele será forjado pelas mãos do proletariado organizado e da juventude comunista destemida.
Os laços de irmandade e cooperação entre a UJC e os CJC seguirão sendo um aporte ao fortalecimento do movimento comunista juvenil latinoamericano e internacional.
Este aniversário adquire um significado ainda maior ao estar marcado pela recente comemoração do Manifesto em Defesa da Reconstrução Revolucionária, publicado em 3 de agosto de 2023, que deu origem à consolidação do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR).
A luta contra o oportunismo, o revisionismo e o chauvinismo continua a se intensificar tanto no âmbito nacional quanto internacional. A arma mais forte à nossa disposição nessa luta é a forte expressão de solidariedade internacional.
O seu compromisso ético com o marxismo-leninismo, a luta de classes e a organização revolucionária não apenas é relevante para o Brasil, ela inspira todas as organizações da juventude comunista resistindo ao imperialismo global, às ilusões liberais e o reformismo pequeno-burguês.
Reconhecemos e valorizamos o programa político da UJC, enquanto força motriz na construção de alternativas revolucionárias para a classe trabalhadora brasileira, com particular dedicação à sua juventude.
Na nossa leitura é fundamental fortalecer o bloco de oposição de esquerda tanto na UNE, como na UFMG em si. Um bloco capaz de disputar com uma linha política consequente à política rebaixada que a majoritária apresenta e construir outro projeto de entidade e de Movimento Estudantil.
Que a celebração do seu 98º aniversário seja uma renovação do seu juramento revolucionário, um aprofundamento das suas raízes, e que a bandeira vermelha seja erguida ao alto contra todas as tentativas de cooptação, desvio e traição de classe.