Notas políticas
A paralisação é a única ferramenta efetiva de pressão que os servidores possuem, e interromper o funcionamento normal da universidade é precisamente o que evidencia a substancialidade dos seus serviços.
Esse cenário representa, antes de qualquer coisa, a política liberal de ataque à educação pública que tem como suas expressões o corte no financiamento, a política de austeridade fiscal e o caminho aberto para a terceirização das estruturas públicas.
A força das mobilizações, até agora demonstrada, foi fruto direto das articulações entre os estudantes e servidores organizados! Não é à toa que a USP deseja controlar mais e mais os espaços estudantis, pois é neles que uma real reação pode ser alcançada.
Não precisamos de uma educação que adeque os estudantes ao sistema capitalista, mas sim engajada e comprometida com a sua derrubada!
A luta pela libertação da Palestina não pode se restringir a discursos: é preciso cortar os laços com Israel, rompendo acordos nas mais diversas áreas que sustentam o projeto colonial.
Todas essas dificuldades na vida da classe trabalhadora não são naturais. Pelo contrário: são amostras do capitalismo em decadência.
Expressamos nosso total apoio aos estudantes da UFPR, que demonstraram coragem ao resistirem aos ataques da extrema-direita, ao mesmo tempo em que condenamos com veemência quaisquer tentativas de intimidação ou perseguição contra esses estudantes.
A expansão deve ocorrer com qualidade, garantindo e compreendendo que as estruturas já existentes da UFRGS precisam também ser refundadas, consolidadas e reconstruídas — a integração da UFRGS neste âmbito está muito aquém da que precisamos.
É inegável as consequências de se colocar um serviço público nas mãos de uma empresa cujo principal objetivo é o lucro, pouco se importando com a qualidade dos alimentos servidos e da saúde dos usuários do serviço.
A universidade precisa, sim, tomar partido. Ela deve conscientizar e mobilizar sua comunidade para resistir à precarização imposta. O enfrentamento contra o arcabouço fiscal e todas as medidas liberalizantes que sufocam a educação é indispensável.
O único caminho para a total emancipação da sociedade das amarras do capitalismo é o socialismo-comunismo. Por isso, a existência da UJC é essencial, para organizar a juventude brasileira nessa luta. Como diz o lema do nosso acampamento, "não existe futuro sem luta, não existe luta sem organização".
Neste período de tempo no qual a luta de classes e os conflitos imperialistas estão se agudizando, consideramos que nós, os comunistas, temos um trabalho indispensável, o fortalecimento do movimento revolucionário em nossos países e em todo o mundo.
A juventude do PCBR nunca fez concessões quanto à necessidade do socialismo — a única solução capaz de atender às necessidades do povo, pôr fim à guerra imperialista e barrar os cortes orçamentários.
Um novo mundo está à espera de ser construído. Será um mundo sem classes, sem exploração, sem guerras imperialistas. Esse mundo não cairá do céu; ele será forjado pelas mãos do proletariado organizado e da juventude comunista destemida.
Os laços de irmandade e cooperação entre a UJC e os CJC seguirão sendo um aporte ao fortalecimento do movimento comunista juvenil latinoamericano e internacional.
Este aniversário adquire um significado ainda maior ao estar marcado pela recente comemoração do Manifesto em Defesa da Reconstrução Revolucionária, publicado em 3 de agosto de 2023, que deu origem à consolidação do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR).
A luta contra o oportunismo, o revisionismo e o chauvinismo continua a se intensificar tanto no âmbito nacional quanto internacional. A arma mais forte à nossa disposição nessa luta é a forte expressão de solidariedade internacional.
O seu compromisso ético com o marxismo-leninismo, a luta de classes e a organização revolucionária não apenas é relevante para o Brasil, ela inspira todas as organizações da juventude comunista resistindo ao imperialismo global, às ilusões liberais e o reformismo pequeno-burguês.
Reconhecemos e valorizamos o programa político da UJC, enquanto força motriz na construção de alternativas revolucionárias para a classe trabalhadora brasileira, com particular dedicação à sua juventude.