Notas políticas
Construir o futuro é forjar no presente a consciência, a organização e a luta necessária para uma nova sociedade: uma sociedade onde a educação não seja mercadoria, o trabalho não seja exploração, e onde a vida humana não seja subordinada ao lucro.
Embora concordemos com a necessidade de maior transparência nas entidades como um todo e uma apuração consequente dos fatos apresentados, também entendemos que seria um problema gravíssimo que o DCE atrasasse a realização de um novo processo eleitoral para após a finalização da apuração.
No dia 19 de maio, segunda-feira, no campus Monte Alegre, os estudantes iniciaram uma paralisação das aulas na Universidade, motivados pela necessidade imediata de se impor diante dos referidos ataques racistas e transfóbicos.
Por isso, convocamos o conjunto dos movimentos e organizações a intensificarem as mobilizações pela autodeterminação dos povos e contra às guerras, em solidariedade ao povo Palestino.
A UNE deve também se comprometer com a luta internacionalista, em solidariedade ao povo Palestino, contra o colonialismo e o sionismo, e também se somar às campanhas de boicote acadêmico nas Universidades que mantém relações com o Israel.
A UNE manifesta a sua solidariedade à toda a comunidade acadêmica da UNIFAP, que estão em luta contra esse retrocesso, em defesa do ensino superior público, da justiça social e da inclusão, na universidade, de grupos historicamente oprimidos e marginalizados.
Queremos, sim, que esse momento sirva para reafirmar o rumo político que defendemos e seguir fortalecendo um trabalho coletivo, sério e reconhecido pelas bases.
É na organização dos trabalhadores que está, afinal, sua força e essa força precisa ser combinada com objetivos claros de mudança política que vão muito além do que defendem todos os partidos da ordem burguesa, em nosso país e no mundo.
Disputar o Presente e Construir o Futuro: Organizar os trabalhadores e a juventude para derrotar o liberalismo e a extrema-direita.
Defendemos a criação um site público que atualize semanalmente os gastos feitos pela entidade para que os estudantes e a própria diretoria da UNE possam se debruçar democraticamente sobre as dificuldades e possibilidades financeiras.
Por educação, emprego e contra a transfobia: nossos corpos não são mercadoria!
Convocamos todos os estudantes brasileiros que estejam dispostos a construir e lutar por um programa de independência de classe para o movimento, a partir dos debates da Universidade Popular e fomentando a Revolução Socialista no Brasil.
Colocamos nossa atuação militante nesse espaço a serviço de uma UNE combativa e que se comprometa com as pautas LGBTI+, sem sucumbir à agenda do mercado, da extrema direita e da burguesia liberal.
O Congresso, a ser realizado entre os dias 11 e 17 de novembro, no Rio de Janeiro (RJ), contará com um conjunto de mesas de debates, informes de âmbito nacional e internacional das lutas e espaços amplos autogestionados pelo movimento estudantil organizado.
Reforçamos o motivo de nossa vinda a esse festival e a esse seminário: compreendemos que é preciso um esforço ativo das Juventudes Comunistas no mundo todo para desenvolverem entre si novas formas de diálogo, debate e articulação prática no trabalho revolucionário.