LUTAR NÃO É CRIME! - Nota de solidariedade aos estudantes agredidos pela PM-RJ
Quando estudantes denunciam o assédio o Estado finge que não escuta, mas quando estudantes se mobilizam para enfrentar as violências, o Estado responde de forma ágil com agressões.
Nota política e de solidariedade da União da Juventude Comunista (UJC)
Quando estudantes denunciam o assédio o Estado finge que não escuta, mas quando estudantes se mobilizam para enfrentar as violências, o Estado responde de forma ágil com agressões.
A agressão feita pela Polícia Militar do Rio de Janeiro contra a presidente da AMES-RJ e mais dois estudantes na Escola Estadual Amaro Cavalcanti, atual Escola Senhor Abravanel no Largo do Machado, que estavam na instituição de ensino para apoiar um abaixo-assinado contra o assédio e pelo afastamento de um professor assediador da escola escancara as prioridades do estado capitalista que, ao invés de ouvir e dar consequências as denúncias dos estudantes, torna à escola em um espaço de silenciamento, coerção e diversas violências.
Não é de hoje que a PM ataca violentamente estudantes e lutadores. Mesmo com autorização para entrar na escola, a gestão da escola acionou a polícia para tentar impedir a mobilização dos estudantes, numa ação contra o direito de organização e luta do movimento estudantil. Dentro da escola houveram agressões feitas com socos e tapas desferidos contra os estudantes. A polícia militar, herdeira direta do legado da ditadura empresarial militar, mantém o mesmo modo de operação do regime de 1964: perseguir, cercear e agredir o direito de voz dos estudantes e da classe trabalhadora. Esse episódio revela que a polícia não serve para nós proteger, mas sim para defender o estado capitalista e os interesses da classe dominante. Por isso devemos lutar incansavelmente contra a militarização das escolas e pela liberdade de organização, ou episódios como este, contra os estudantes, serão cada vez mais constantes.
A postura da gestão da escola de chamar a polícia para os estudantes também revela o projeto contra a educação em curso. Em todos os estados do Brasil são organizadas medidas para atacar a autonomia e independência das entidades estudantis, com o objetivo de matar a luta dos estudantes. Historicamente, estudantes e juventude foram ponta de lança na luta por direitos, as quais sempre sofreram ataques e resistência por parte da burguesia e do estado burguês que procura formas de desmobilizar a organização independente dos estudantes através dos grêmios e suas entidades gerais. Não permitiremos ataques contra nosso direito de organizar nossa luta de forma independente dos governos. Qualquer ataque contra os estudantes em uma escola deve ser respondido de forma unificada pelo movimento estudantil nacionalmente em defesa da legitimidade da nossa luta e da independência de nossas entidades representativas!
Não podemos aceitar agressões contra os estudantes! Temos o direito de nos organizar e enfrentar as opressões dentro das nossas escolas. Se o estado não nos garante segurança e proteção contra o assédio, nós mesmos iremos responder a essas violências com mobilização popular! Toda solidariedade à Marissol e Theo, estudantes violentamente agredidos pela PM!
LUTAR CONTRA O ASSÉDIO NÃO É CRIME.
LUTAR POR DIREITOS NÃO É CRIME.
LUTAR É UM DIREITO!